Banda larga: velocidade no Japão é 10 vezes maior que nos EUA



Segundo pesquisa da OCDE, o preço médio nos Estados Unidos, entretanto, era um dos menores entre os 30 membros da organização, de US$ 14,99 a US$ 199,99 por mês.



A velocidade média das conexões de banda larga do Japão é 10 vezes mais alta que nos Estados Unidos, enquanto os preços de assinatura são 50% mais altos, de acordo com uma nova pesquisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


O portal da OCDE fornece detalhes que permitem comparar os serviços de banda larga entre seus 30 membros. Ele compara quesitos como velocidades de conxão, preços e índices de penetração.

Em junho, a entidade classificou os Estados Unidos como o 15º em penetração de banda larga entre os 30 membros da organização, o que garantiu munição para levantar críticas ao presidente americano George W. Bush, que segundo os críticos não estaria fazendo o suficiente para estimular a adoção de banda larga naquele país.


Mas a própria OCDE também recebeu críticas porque, para algumas pessoas, ela não fornecia o quadro completo da banda larga no mundo. Os dados da OCDE misturam conexões residenciais e corporativas, o que dá uma visão incompleta das conexões de negócios nos Estados Unidos, segundo Scott Wallsten,diretor de políticas de comunicação da The Progress & Freedom Foundation (PFF).


"Estou certo de que todos os lados do debate sobre se os Estados Unidos estão na frente ou atrás em termos de banda larga vão encontrar algo para sustentar seu ponto de vista", disse Wallsten em seu blog. "O ponto chave, entretanto, é que a OCDE deve se movimentar para mostrar mais que uma variável de cada país. Mais informações são sempre bem-vindas e eu espero que a OCDE dê esse passo", afirmou.


O país americano tinha, no entanto, um dos mais baixos preços de banda larga em outubro, segundo a OCDE. O preço médio mensal era de 14,99 dólares e chegava a 199,99 dólares nas velocidades mais altas. Apenas quatro dos 30 membros da OCDE tinham preço mais baixo que esse.

Na Suíça, por exemplo, o preço varia de 5,80 a 52,15 dólares mensais, enquanto no Reino Unido, varia de 16,54 a 62,76 dólares. Já na Coréia do Sul, os preços variam de 30,56 a 50,93 dólares e no Japão, oscilam entre 21,22 e 131,57 dólares.

No Japão e na Coréia do Sul, no entanto, as velocidades oferecidas são muito mais altas que nos Estados Unidos. No Japão, o download pode ser feito a 93,7 Mbps, enquanto na França e Coréia do Sul as médias são superiores a 43 Mbps.

Nos Estados Unidos, por sua vez, em outubro, a velocidade média era de 8,9 Mbps, o que o deixou em 19º lugar entre os 30 países. A Turquia e o México foram os países com as menores velocidades, ambas com menos de 2 Mbps.



Falando Nisso...

Em um país cercado por tecnologia, acessar a internet e mandar e-mails pelo celular é atividade mais que comum. Muita gente lê livros formatados especificamente para o telefone e muitas obras saem para o celular antes do lançamento em papel - quando saem em papel, na verdade. Mas o choque cultural acontece mesmo quando você vê o telefone sendo usado como ingresso em eventos, para pagar o metrô ou até mesmo como substituto do bilhete de papel na hora de embarcar em um avião.

Basicamente, as operadoras japonesas oferecem vários serviços de osaifu keitai, ou "pagamento via celular", que vão além do "mande um SMS, receba um refrigerante na máquina", que começa a aparecer aqui no Brasil. Lá, os aparelhos são habilitados com chips de radiofreqüência (RFID), o que possibilita fazer transações monetárias sem dinheiro ou cartão de crédito. A conta vai direto para sua fatura mensal do celular.

Um único telefone pode ter dinheiro virtual (e-money) e vários cartões de crédito, por exemplo. Você pode verificar, em tempo real, seu crédito e as operações feitas, na tela do aparelho. Para comprar, basta aproximar o telefone de bases especiais presentes em estações de metrô, na maioria das lojas e até nas máquinas de vendas de bebidas, cigarros e alimentos espalhadas por toda Tóquio. E, detalhe, esta tecnologia está em pleno funcionamento desde 2004.

De acordo com o serviço, um nome específico

Edy é o dinheiro eletrônico, que pode ser "recarregado" pela Internet ou em máquinas próprias. Mobile Suica, por exemplo, é uma das plataformas de pagamento da rede de transportes públicos - e serve para pequenos pagamentos também. A operadora de telefonia fornece a infra-estrutura e os serviços são prestados por outras empresas - que têm nomes curiosos como Pasmo, Icoca e PiTaPa.

Esses serviços de compra por contato se baseiam em uma tecnologia chamada Felica, desenvolvida e licenciada pela Sony.

Pela web, é possível criar uma espécie de cartão de visitas pessoal ou corporativo, como um código de barras 2D, e armazená-lo em seu aparelho. Mostre esse código a outro telefone - que irá capturar as informações pela câmera digital - e pronto, os cartões são trocados automaticamente e a transação é efetuada.

Isso vale para garantir a entrada em eventos e até substituir o papel na hora de embarcar em vôos. As leitoras de bilhetes nos terminais de aeroportos lidam com as passagens tradicionais, mas também têm um sensor para ler os dados do código de embarque diretamente do celular do passageiro.

Outra função do código de barras 2D faz muito sucesso em anúncios e embalagens de produtos: você aponta a câmera do celular e vai direto ao site do fabricante.

Futurista? Nem tanto. A NTT DoCoMo, principal operadora de celulares do Japão, pesquisa o desenvolvimento de um código sonoro para substituir o 2D atual.

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