DICA DA SEMANA: Musicovery

O título "Musicovery", é uma aglutinação das palavras de língua inglesa
"music" (música) e
"discovery" (descoberta), e é justamente esta a proposta
do site em questão: ajudar você a ampliar seus horizontes musicais e a encontrar e conhecer todo tipo de música.


Com um sistema pra lá de interativo, a rádio online permite ao usuário começar a escutar músicas de acordo com a sua preferência sem ter que gastar muito tempo com complicações e nem configurando nada.

Assim que for feita a escolha de um gênero, a rádio já começa a tocar. Porém, se você deseja ser mais específico, pode obter melhores resultados escolhendo mais 3 parâmetros: ritmo, estado de espírito e época.

Adicione os ingredientes para uma boa degustação sonora

São, ao todo, 18 estilos musicais oferecidos, relacionados a partir de um espectro de cores variadas. A princípio, todos estão selecionados para tocar na sua rádio, mas, se por algum motivo um estilo musical não lhe agrade, é só desmarcá-lo para fazer músicas relacionadas a ele não tocarem mais.

Na linha do tempo, é possível demarcar a época das canções que serão tocadas, da maneira que você quiser: restringir a escolha a apenas uma década ou então deixar tocando só músicas do novo milênio.

Para adicionar um tempero em sua salada musical, você seleciona o estado de espírito, dentro de um retângulo dividido em quatro extremos — Dark (obscuro), Calm (calmo), Positive (positivo) e Energetic (energético).

Nesse quadro, a experimentação pode ser maior, já que se escolhe pontos variáveis que combinam os tipos de energia relacionadas aos sons. Se você quer escutar músicas para meditar ou para dançar, é só mudar as batidas e o ritmo para mais ou menos, escolhendo trilhas sonoras de agitação ou relaxamento para se encaixarem de acordo com as ocasiões.

O sistema de cores e um outro semelhante à emissão de ondas são excelentes para auxiliar o usuário a sempre saber em que praia está navegando. Tudo o que você escolheu vai estar destacado, facilitando a assimilação da interface.

Simplicidade é tudo

O que mais impressiona no Musicovery é a simplicidade na hora de usar o portal. O processo é semelhante ao de quando vamos escutar rádio em casa ou no carro: ou seja, não estamos preocupados em escolher minuciosamente o que vai tocar e sim em começar a escutar logo!

A quantidade de acervo não é o ponto alto do site, pois ele não funciona disponibilizando álbuns completos ou várias músicas do mesmo artista, e sim músicas virtuais com direitos autorais legalizados. O interessante aqui é experimentar e ver quanta semelhança pode existir em estilos que aparentemente não têm nada a ver.

Não se pode baixar nada do que se escuta e nem voltar ou avançar as músicas. A qualidade de áudio é padrão para a conexão grátis, porém, é possível aumentá-la com uma "doação" (que ainda é meio salgada para nós brasileiros).

Às vezes, existe um certo preconceito com certos estilos pela falta de conhecimento dos mesmos. Explore ao máximo o que é oferecido no Musicovery e descubra todo o colorido existente nos ritmos e melodias que pululam nos ouvidos mundo afora!

O link para acessar o Musicovery se encontra no indice Links Interessantes.

Como o iPhone e o Xbox estão matando a internet?


Em novo livro, professor de Oxford sustenta que a migração de PCs para appliances e o estado atemorizante da cibersegurança vão retardar a inovação

Fonte:Network World, EUA

O iPhone e o Xbox estão matando a internet? Esta é a pergunta que faz o professor da Universidade de Oxford, Jonathan Zittrain, em seu novo livro, “The Future of the Internet and How to Stop It”, ainda sem edição em português.

Zittrain, representante autêntico dos “digiterati” (literatos digitais), é um especialista em direito digital com diplomas por Yale e Harvard, além de ser professor de governança e regulamentação da internet na Universidade de Oxford e co-fundador do Centro Berkman para Internet e Sociedade, da Escola de Direito de Harvard.

Segundo Zittrain, os atuais dispositivos para internet, como o iPhone e o Xbox, atrasam a inovação.

Fechados (classificados pelo estudioso como ‘tethered appliances’, appliance acorrentados), estes aparelhos proíbem ajustes por parte dos usuários finais. Essa capacidade de interação com os usuários finais foi fundamental, garante, para transformar os PCs e a internet em uma grande alavanca de mudança econômica, política e artística.

Na segunda parte da reportagem:

Zittrain avalia os riscos à web 2.0 e indica como manter a força revolucionária da internet

Zittrain entende por que tais dispositivos são atrativos para os usuários de internet comuns: eles são belamente empacotados, fáceis de usar e confiáveis.

“O que nos cansou nos PCs foram as coisas desinteressantes que acompanharam o PC como Vírus, spam, roubo de identidade, quebras: tudo isso foi conseqüência de uma certa liberdade incorporada ao PC. À medida que estes problemas se agravaram, para muitos a promessa de segurança se tornou razão suficiente para abrir mão da liberdade.”, resume Zittrain.

Zittrain alega que, se a situação da cibersegurança não melhorar, migraremos para um tipo diferente de internet. Todos os endpoints da nova internet serão dispositivos como os iPhones, fechados, controlados por seus fabricantes, em vez de PCs abertos, modificáveis, conectados a uma rede aberta capaz de fomentar a rodada seguinte de inovação revolucionária.

O futuro não será dos PCs abertos (chamados pelo especialista como generativos) conectados a uma rede aberta. Será dos dispositivos fechados, presos a uma rede de controle, alerta Zittrain.

Não se trata da extinção iminente dos PCs, ressalta Zittrain. Sua preocupação é que eles estão sendo fechados e proibidos de executar o código-fonte aberto que impulsionou grande parte das novas capacidades da internet.

“Se os problemas da segurança piorarem e o medo se espalhar, os usuários comuns vão preferir alguma forma de confinamento – e os reguladores vão acelerar o processo”, vislumbra Zittrain.

Nesta transição, perderemos um mundo onde a tecnologia mainstream pode ser influenciada, até mesmo revolucionada, por fontes inesperadas.

Do mainframe ao PC; do PC ao appliance

O livro de Zittrain acompanha a história do PC de uso geral e como ele sobrepujou terminais de mainframe e dispositivos especializados, como os processadores de texto. A força do PC está em ter sido projetado para executar software de terceiros em vez de se limitar a software desenvolvido pelo fabricante.

“Quanto maior era o número de desenvolvedores externos escrevendo novo código, mais valioso um computador se tornava para mais pessoas.”

Fenômeno idêntico se deu com as redes à medida que a internet aberta ultrapassou redes proprietárias como o sistema telefônico, AOL, CompuServe e Prodigy. Foi necessário quebrar o monopólio da AT&T para que terceiros pudessem criar novos dispositivos como as secretárias eletrônicas, os aparelhos de fax e os modems dial-up.

A internet, por outro lado, tinha um design aberto e uma filosofia de compartilhamento e confiança que estimularam o desenvolvimento por terceiros.

Zittrain sustenta que a era atual de PCs generativos aliados à internet generativa está chegando ao fim. De acordo com Zittrain, sistemas generativos são aqueles alavancados para diversas tarefas, adaptáveis a uma ampla gama de usos, fáceis de dominar e acessíveis para muitos, além de permitir que mudanças sejam transferidas rapidamente para outros.

“O status quo está próximo do fim, confrontando todos nós – formuladores de políticas, empreendedores, provedores de tecnologia e, mais importante, usuários de internet e de PC – com opções que não podemos mais ignorar”, escreve.

O que está causando a mudança no status quo? O estado atemorizante da segurança digital.

No terceiro capítulo do seu livro, Zittrain traz uma história sucinta de worms, malware, botnets e outras ameaças que eclodiram na internet na década passada.

Ele alega que uma dentre duas coisas acontecerá no futuro: um divisor de águas da segurança, como um Pearl Harbor digital, ou a morte provocada por milhares de pequenas brechas na segurança. Qualquer um destes dois cenários decretará o fim do combo PC generativo/internet e fomentará a era dos dispositivos controlados.

"A sociedade pagará um preço alto para proteger a internet", estima Zittrain.

“Se o PC não estiver mais no centro do ecossistema da tecnologia da informação, os aspectos mais restritivos dos dispositivos de informação virão para primeiro plano”, prevê.

Zittrain tem uma forte justificativa para os benefícios da combinação PC generativo/internet. Ele diz que os sistemas generativos incentivam a inovação, particularmente a inovação revolucionária, enquanto os sistemas não-generativos, como os appliances, provêem facilidade de uso e segurança.

A maioria das inovações-chave da internet – e-mail grátis na web, serviços de hospedagem, mensagem instantânea, redes sociais e ferramentas de busca – foi criada por indivíduos ou grupos de amadores, e não por fabricantes de TI líderes, garante Zittrain.

A mesma tendência está acontecendo com o conteúdo à medida que os usuários de internet democratizam a criação de crítica política, músicas e filmes, antes sob o controle das indústrias editorial, cinematográfica e fonográfica.

“A generatividade na camada técnica pode conduzir a novas formas de expressão em outras camadas que recebem a contribuição de não-programadores -- culturais, políticas, sociais, econômicas e literárias”, escreve Zittrain. Tudo isso corre risco de acabar se a infra-estrutura da internet for significativamente fechada.

Controle pelo fabricante

Além da perda de generatividade, os dispositivos fechados representam uma ameaça porque podem ser controlados remotamente pelos fabricantes. O iPhone, por exemplo, procura e remove modificações feitas por usuários.

Para Zittrain, é nefasta a capacidade dos fabricantes de alterar os dispositivos depois que os usuários finais os compraram e instalaram. Esta capacidade dos dispositivos gera uma ameaça crescente de intervenção por reguladores.

“A evolução mais óbvia do computador e da rede – para o movimento de transformação de PCs em appliances fechados – é ruim no geral”, escreve Zittrain. “Convida a uma intervenção reguladora que rompe um equilíbrio sábio, o qual depende de reguladores agindo com leveza, como fizeram tradicionalmente em sociedades liberais.”

Os fabricantes podem controlar os dispositivos fechados de três maneiras: através de preempção, ou seja, eles podem projetar para determinadas finalidades; por injunção específica, ou seja, eles podem alterar o produto remotamente em resposta a uma ação legal, como uma ordem judicial; ou por vigilância, ou seja, eles podem utilizar o dispositivo para fornecer informação sobre o usuário final.

Zittrain ressalta que o FBI pode fazer uma escuta em qualquer automóvel dotado do sistema de navegação OnStar assim como pode transformar um telefone celular em um microfone. Da mesma forma, os fabricantes de gravadores digitais de vídeo podem fazer algum recurso se autodestruir se isso lhes for solicitado em um processo judicial de violação de patentes.

Fim da "Era Windows"?

Fim do Windows está próximo, dizem analistas. O avanço
da tecnologia, os novos suportes informáticos e a grande
quantidade de concorrentes podem fazer com que, em

pouco tempo, o sistema operacional Windows do modo
como é hoje se torne obsoleto e saia de circulação.

Isso é o que afirmaram analistas americanos de renome em uma conferência chamada "O Windows está desmoronando" ("Windows is collapsing"), em Las Vegas, nos Estados Unidos. Estes especialistas recomendaram que a Microsoft deixe de se centrar em seu sistema operacional e aposte mais no software de uso direto na Internet. Desde sua primeira versão de 1985 até o Windows Vista de 2007, o carro chefe da Microsoft tem sido o preferido dos usuários. Mas a hegemonia da estrela da companhia de Bill Gates pode sofrer um sério revés se não fizer mudanças drásticas em seu sistema operacional. Os analistas Michael Silver e Neil MacDonald, da empresa consultora de tecnologia Gartner, deixaram bem claro: "A Microsoft não está respondendo ao mercado, está sobrecarregada por uma herança de quase duas décadas de códigos e decisões, e está enfrentando uma competição muito séria".

Estagnados

A Microsoft não está desenvolvendo novos produtos, mas apenas reeditando aqueles que já tem, na opinião dos consultores. Isto faz com que a complexidade do Windows Vista, a última
versão do Windows, com mais de 50 milhões de linhas de códigos (o dobro do que em sua versão de 1996), seja muito instável e tenha um futuro incerto. Um erro que o impede de seguir o ritmo do turbilhão tecnológico e que o deixará estagnado. Para Silver e MacDonald, a melhor opção para a Microsoft seria apostar menos no Windows da maneira que ele é agora e mais em programas que oferecem o mesmo que seu pacote Office, porém diretamente online. Atualmente, os internautas têm acesso por meio da rede a programas, como por exemplo, um editor de texto ao estilo do Word. Como prova do poder que está tomando este meio, a Microsoft lançou no mês passado um pacote de Office pela Internet. Da mesma forma, o Google oferece serviços semelhantes.

Vista, um erro


O resultado desta letargia na inovação da Microsoft fica clara principalmente nas vendas. Em declarações no site ComputerWorld, Silver e MacDonald declararam que "muitos usuários não entenderam os benefícios do Windows Vista ou não o consideraram tão bom quanto a versão anterior, o Windows XP". Isto fez com que os usuários se negassem, por um lado, a pagar o preço elevado do Vista e, por outro, a ter que se familiarizar com um sistema diferente. Uma pesquisa realizada pela mesma consultora Gartner em 2006 mostrava que cerca de 9% das empresas que utilizavam Windows fariam a migração para a versão Vista. Entretanto, um ano depois, os resultados foram muito diferentes: apenas 1% dessas empresas fez a troca.

Usuários protestam contra "aposentadoria" do XP


Milhares de usuários do Windows XP estão lutando apaixonadamente contra a retirada de circulação deste sistema operacional pela Microsoft em junho. A empresa deixará de vender o Windows XP para estimular o uso do Vista, uma versão que já possui mais de um ano de mercado, mas que não convenceu muitos especialistas e usuários. A Microsoft continuará fornecendo apoio técnico para aqueles que continuarão a usar o XP até abril de 2009 e, a partir dessa data, prestará um nível mínimo de assistência. Os usuários fiéis do Windows XP não estão dispostos a deixar seu sistema operacional e já recolheram mais de 140 mil assinaturas em um pedido online contra a retirada desta versão. Segundo estimativas do grupo de pesquisa de mercado IDC, em torno de 60% dos computadores particulares e 70% dos utilizados em empresas ainda funcionam com o XP. A Microsoft, que está trabalhando em uma nova versão de seu sistema operacional chamada, por enquanto, de Windows 7, já adiou em outra ocasião a retirada do XP, mas afirmou que não vai prolongar o prazo desta vez. "Não há planos para estender a venda do Windows XP para além de 30 de junho de 2008", disse Michael Dix, diretor-geral de gestão de produtos para clientes da Microsoft, no site corporativo da empresa.

fonte: www.terra.com.br

Banda larga: velocidade no Japão é 10 vezes maior que nos EUA



Segundo pesquisa da OCDE, o preço médio nos Estados Unidos, entretanto, era um dos menores entre os 30 membros da organização, de US$ 14,99 a US$ 199,99 por mês.



A velocidade média das conexões de banda larga do Japão é 10 vezes mais alta que nos Estados Unidos, enquanto os preços de assinatura são 50% mais altos, de acordo com uma nova pesquisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


O portal da OCDE fornece detalhes que permitem comparar os serviços de banda larga entre seus 30 membros. Ele compara quesitos como velocidades de conxão, preços e índices de penetração.

Em junho, a entidade classificou os Estados Unidos como o 15º em penetração de banda larga entre os 30 membros da organização, o que garantiu munição para levantar críticas ao presidente americano George W. Bush, que segundo os críticos não estaria fazendo o suficiente para estimular a adoção de banda larga naquele país.


Mas a própria OCDE também recebeu críticas porque, para algumas pessoas, ela não fornecia o quadro completo da banda larga no mundo. Os dados da OCDE misturam conexões residenciais e corporativas, o que dá uma visão incompleta das conexões de negócios nos Estados Unidos, segundo Scott Wallsten,diretor de políticas de comunicação da The Progress & Freedom Foundation (PFF).


"Estou certo de que todos os lados do debate sobre se os Estados Unidos estão na frente ou atrás em termos de banda larga vão encontrar algo para sustentar seu ponto de vista", disse Wallsten em seu blog. "O ponto chave, entretanto, é que a OCDE deve se movimentar para mostrar mais que uma variável de cada país. Mais informações são sempre bem-vindas e eu espero que a OCDE dê esse passo", afirmou.


O país americano tinha, no entanto, um dos mais baixos preços de banda larga em outubro, segundo a OCDE. O preço médio mensal era de 14,99 dólares e chegava a 199,99 dólares nas velocidades mais altas. Apenas quatro dos 30 membros da OCDE tinham preço mais baixo que esse.

Na Suíça, por exemplo, o preço varia de 5,80 a 52,15 dólares mensais, enquanto no Reino Unido, varia de 16,54 a 62,76 dólares. Já na Coréia do Sul, os preços variam de 30,56 a 50,93 dólares e no Japão, oscilam entre 21,22 e 131,57 dólares.

No Japão e na Coréia do Sul, no entanto, as velocidades oferecidas são muito mais altas que nos Estados Unidos. No Japão, o download pode ser feito a 93,7 Mbps, enquanto na França e Coréia do Sul as médias são superiores a 43 Mbps.

Nos Estados Unidos, por sua vez, em outubro, a velocidade média era de 8,9 Mbps, o que o deixou em 19º lugar entre os 30 países. A Turquia e o México foram os países com as menores velocidades, ambas com menos de 2 Mbps.



Falando Nisso...

Em um país cercado por tecnologia, acessar a internet e mandar e-mails pelo celular é atividade mais que comum. Muita gente lê livros formatados especificamente para o telefone e muitas obras saem para o celular antes do lançamento em papel - quando saem em papel, na verdade. Mas o choque cultural acontece mesmo quando você vê o telefone sendo usado como ingresso em eventos, para pagar o metrô ou até mesmo como substituto do bilhete de papel na hora de embarcar em um avião.

Basicamente, as operadoras japonesas oferecem vários serviços de osaifu keitai, ou "pagamento via celular", que vão além do "mande um SMS, receba um refrigerante na máquina", que começa a aparecer aqui no Brasil. Lá, os aparelhos são habilitados com chips de radiofreqüência (RFID), o que possibilita fazer transações monetárias sem dinheiro ou cartão de crédito. A conta vai direto para sua fatura mensal do celular.

Um único telefone pode ter dinheiro virtual (e-money) e vários cartões de crédito, por exemplo. Você pode verificar, em tempo real, seu crédito e as operações feitas, na tela do aparelho. Para comprar, basta aproximar o telefone de bases especiais presentes em estações de metrô, na maioria das lojas e até nas máquinas de vendas de bebidas, cigarros e alimentos espalhadas por toda Tóquio. E, detalhe, esta tecnologia está em pleno funcionamento desde 2004.

De acordo com o serviço, um nome específico

Edy é o dinheiro eletrônico, que pode ser "recarregado" pela Internet ou em máquinas próprias. Mobile Suica, por exemplo, é uma das plataformas de pagamento da rede de transportes públicos - e serve para pequenos pagamentos também. A operadora de telefonia fornece a infra-estrutura e os serviços são prestados por outras empresas - que têm nomes curiosos como Pasmo, Icoca e PiTaPa.

Esses serviços de compra por contato se baseiam em uma tecnologia chamada Felica, desenvolvida e licenciada pela Sony.

Pela web, é possível criar uma espécie de cartão de visitas pessoal ou corporativo, como um código de barras 2D, e armazená-lo em seu aparelho. Mostre esse código a outro telefone - que irá capturar as informações pela câmera digital - e pronto, os cartões são trocados automaticamente e a transação é efetuada.

Isso vale para garantir a entrada em eventos e até substituir o papel na hora de embarcar em vôos. As leitoras de bilhetes nos terminais de aeroportos lidam com as passagens tradicionais, mas também têm um sensor para ler os dados do código de embarque diretamente do celular do passageiro.

Outra função do código de barras 2D faz muito sucesso em anúncios e embalagens de produtos: você aponta a câmera do celular e vai direto ao site do fabricante.

Futurista? Nem tanto. A NTT DoCoMo, principal operadora de celulares do Japão, pesquisa o desenvolvimento de um código sonoro para substituir o 2D atual.

O Leopard mostra as garras

Sistema operacional da Apple entra na briga contra o
Windows e ameaça balançar o reinado do rival.
Durante a
semana, veja um especial com as
ferramentas do
produto da maçã.

O novo sistema operacional da Apple não apagará anos de dominação do PC, mas representa mais um passo em direção a uma plataforma que os fãs do Windows podem (e devem) gostar.

Enquanto o mundo esperava pelo novo sistema operacional da Apple, algo engraçado aconteceu: as vendas de Macs aumentaram. O iPod e o iPhone mantêm seu bom desempenho, mas as vendas de notebooks e desktops da empresa cresceram em proporções inéditas – mesmo antes do Mac OS X 10.5 (ou Leopard) chegar às prateleiras, o que só ocorreu no final de outubro de 2007.

Com o lançamento, a Apple tornou os Macs ainda mais sedutores para quem já pensava em comprá-los. Será o momento de considerar seriamente a opção de seu próximo PC ser um Mac? Neste especial, você verá como a nova versão deve colaborar com as vendas, além de uma análise de novas características do sistema operacional que ajudará a convencer os consumidores a mudar para um Mac.

Efeito Leopard?

Especialistas não acreditam que o Leopard seja um divisor de águas no mercado. Mas o novo sistema operacional da Apple é uma arma que contribuirá para a invasão do território dominado pelo Windows, da Microsoft. Em vários aspectos, o Mac OS X 10.5, nome técnico do sistema, obteve mais sucesso do que o Vista, lançado no final de janeiro do ano passado.

A Apple apresentou seu software em um momento oportuno e demorou poucos meses para fazer isso – a Microsoft demorou anos. O programa, embora tenha falhas, cumpre a promessa de trazer inovações úteis. E comparações com o Vista são prejudiciais à Microsoft. “Ao ouvirem sobre problemas com o Vista, as pessoas estarão mais interessadas em adquirir um Mac”, afirma Van Baker, o analista do Gartner.

O Leopard chegou numa época em que a popularidade da Apple é maior do que nunca. “Cinco anos atrás, um usuário comum não daria a menor bola para um novo sistema operacional da Apple”, diz Doug Bell, da IDC.

A transição da Apple para os processadores da Intel combinada à popularização dos softwares de virtualização como Parallels e VMware Fusion permitiu aos usuários de Windows continuar com seu antigo sistema operacional e fazer a transição para um hardware da Apple. Para quem prefere um sistema com dual boot, o Leopard traz o Boot Camp integrado.

Trocas de hardware

O sucesso da empresa de Steve Jobs ainda deve muito ao iPod e ao iPhone. Dados da Apple mostram que foram vendidos 2,2 milhões de Macs no terceiro trimestre de 2007 – um recorde, mas ainda assim apenas uma fração dos 10, 2 milhões de iPods vendidos no mesmo período. As ações da empresa se valorizaram 30% nos últimos quatro meses.

A popularização dos laptops está ajudando muito, segundo Ross Rubin, analista do The NPD Group. “Como os portáteis tendem a ser mais pessoais, a Apple leva vantagem. Os consumidores valorizam o estilo e estão dispostos a pagar mais”, avalia.

Segundo a IDC, as vendas de desktops nos Estados Unidos diminuíram no ano passado. A Apple, entretanto, registrou crescimento de dois dígitos só nos dois últimos trimestres. O desempenho da empresa em laptops também impressiona.

Do segundo trimestre de 2006 ao mesmo período do ano passado, ela registrou um aumento de 43% nas vendas. Comparativamente, no mesmo período, as vendas de notebooks com Windows registraram aumento de 26% nas vendas mas as vendas totais (desktops e portáteis) são bem maiores que as da Apple.

Fontes: PC WORLD

Patrocinados: